Introdução

Pessoas singulares e colectivas angolanas, organizadas ou não em cooperativas ou consórcios, que desenvolvam actividades de produção de bens e serviços em Angola, podem obter um financiamento no BDA.

Pessoa Singular

O BDA financia produtores angolanos que sejam residentes no país e estejam enquadrados nos seguintes casos:

Produtor rural: somente em operações realizadas através de instituições financeiras credenciadas.

Micro empreendedor: somente em operações realizadas através de instituições financeiras credenciadas.

 Pessoa Colectiva

Empresas nacionais de direito privado, sediadas em Angola, cujo controle maioritário seja exercido por angolanos, directa ou indirectamente por pessoa singular ou grupo de pessoas singulares angolanos.

O Fluxo Simplificado do Crédito Directo e Indirecto

Para facilitar o entendimento de como será o processo de crédito do BDA, apresentamos a seguir o fluxo que o interessado terá de percorrer.

fluxo

DOWNLOAD DO ADOBE READER

Conforme se observa do fluxo acima, os clientes podem apresentar as suas propostas ao BDA ou aos Bancos Operadores, que são os bancos credenciados para actuar nos programas de financiamento, nas mesmas bases e condições do BDA.

O que poderá determinar no futuro se a proposta segue directamente ao BDA ou tem o seu curso através do Banco Operador é o valor da proposta de crédito.

As Principais Etapas do Processo de Crédito

As principais etapas que o cliente deverá cumprir para ter acesso ao crédito do BDA são as seguintes:

  1. Entrevista;
  2. Cadastro e Análise do Risco-Cliente;
  3. Análise do Risco-Projecto;

 

Primeira Etapa: A Entrevista

Após tomar conhecimento dos Programas de crédito do BDA e das condições de financiamento nomeadamente, prazos e juros, informações essas disponíveis no BDA ou no Banco Operador, o proponente analisa os pré-requisitos abaixo descriminados para saber se tem condições de atendê-los satisfatoriamente:

  1. regularidade com obrigações fiscais, laborais e creditícias;
  2. sistema de contabilidade organizada e actualizada;
  3. experiência na actividade;
  4. capacidade técnica e de gestão;
  5. domínio do processo produtivo;
  6. tecnologia adequada com conta-cultura rentável (requisito para produtores rurais);
  7. esquema de assistência técnica adequada para o respectivo processo produtivo;
  8. adequado suprimento de insumos certificados;
  9. adequados esquemas de comercialização, armazenagem e transporte;
  10. contrato de venda antecipada dos produtos;
  11. garantias suficientes e adequadas;
  12. disponibilidade para colaborar no processo de difusão tecnológica;
  13. interesse em adoptar processos produtivos resultantes do esforço de prospecção/pesquisas;
  14. disponibilidade para engajamento em entidades de classe, associações e cooperativas;
  15. disponibilidade para contribuir no esforço de organização e capacitação técnica e de gestão de fornecedores (requisito específico para as agroindústrias).

 

Analisadas estas exigências prévias, o proponente deve preencher o ROTEIRO DE INFORMAÇÕES PARA A ANÁLISE DO RISCO-CLIENTE, apresentado em anexo ou em meio magnético nos bancos. A seguir, deve providenciar a impressão do formulário, assinar devidamente e remetê-lo ao BDA ou ao Banco Operador credenciado em meio magnético.

Após receber o referido ROTEIRO, o BDA ou o Banco Operador encarregar-se-á de comunicar ao proponente, com antecedência, o dia, a hora e o local em que deverá comparecer para ser entrevistado.

Realizada a entrevista, o BDA ou o Banco Operador comunicará ao entrevistado:

  1. Se atendeu plenamente aos pré-requisitos para crédito;
  2. Se atendeu apenas parcialmente os pré-requisitos;
  3. Se não atendeu aos pré-requisitos.

 

SE ATENDEU APENAS PARCIALMENTE AOS PRÉ-REQUISITOS

Recebe o encaminhamento aos órgãos públicos e/ou empresas privadas que estarão disponíveis para ajudá-lo a resolver os constrangimentos impeditivos para o crédito imediato. Num cliente da Acção Organizativa.

Segunda Etapa: Cadastro e Análise do Risco-Cliente

Com base nos resultados positivos da Análise de Risco-Cliente do candidato a Acção Financiadora Imediata, o Banco que estiver a atender o cliente estabelecerá um limite financeiro de crédito que vai habilitá-lo a participar da terceira e última etapa do processo, ficando o cliente, desta forma, melhor orientado para elaborar o seu projecto definitivo.

Por outro lado, os resultados positivos da Acção Organizativa, para os integrantes deste Grupo, habilitam-nos a receber o Roteiro de Informações para a Análise do Risco-Cliente, cuja avaliação positiva também os remeterá para a terceira etapa do processo.

Nesta fase os clientes preenchem as Fichas Cadastrais, cujos modelos estarão disponíveis na Internet, ou em meio magnético na Agência do Banco com quem está a trabalhar.

Passarão para a terceira etapa do processo somente os clientes que tiverem resultados positivos na análise do Risco-Cliente.

  1. CADASTRO
    Afim de assegurar a avaliação do perfil de clientes, é feito o registo de todas as informações necessárias com base nas fichas para cadastro.
  2. ANÁLISE DO RISCO-CLIENTE
    1. Fontes de Consulta
      • Roteiro/Relatório de entrevista
      • Fichas cadastrais
      • Roteiros de informações para análise do Risco-Cliente
      • Relatório de visita técnica ao empreendimento
      • Demais documentos submetidos pelo cliente
    2. Variáveis de Risco
      • Conceito do cliente
      • Objecto do crédito
      • Documentação da empresa
      • Características do mercado e dos produtos da empresa
      • Capacidade administrativa
      • Indicadores económico-financeiros da empresa
      • Qualidade e suficiência das garantias oferecidas para caucionar a operação
    3. Nível de Exposição do BDA em Relação ao Proponente
      • Visa acautelar, sobretudo, a concentração do risco de crédito
    4. Peso e Escala dos Factores
      • Indicadores de avaliação técnica padronizados de modo a uniformizar o tratamento a ser dado aos clientes
    5. Faixas e Tectos de Risco
      • Limites de risco admitidos pelo BDA em operações de crédito
    6. Relatório de Análise de Risco-Cliente
      • Análise crítica do Risco-Cliente e respectivo parecer

 

Terceira Etapa: A Análise do Risco-Projecto

Os clientes receberão, conforme o valor dos financiamentos que desejarem e de acordo com o limite de crédito atribuído, um modelo de Proposta/Projecto a ser elaborado segundo padrões técnicos uniformes, denominado Sistema Integrado de Elaboração e Análise de Projectos (SEAPRO).

NOTA: Se o cliente tiver dificuldade em preencher o modelo, poderá recorrer à assessoria de pessoa ou empresa especializada na elaboração de Projectos.

A partir deste momento o êxito da acção financiadora vai depender da qualidade do projecto que será apresentado ao Banco para análise.