De acordo com as directrizes aprovadas pelo Governo, as Operações-Piloto têm em vista, entre outros objectivos, contribuir para a restauração das cadeias produtivas seleccionadas, realizando principalmente operações de crédito de médio e longo prazo.

Desta forma, a estratégia de acção a ser praticada procurará aproveitar ao máximo as estruturas produtivas existentes, complementando-as com a disponibilização de recursos preferencialmente destinados a neutralizar estrangulamentos susceptíveis de comprometer a competitividade das empresas/produtores financiados.

O diagnóstico realizado permite enquadrar os potenciais clientes das Operações-Piloto em duas situações distintas, a saber:

  1. empresas e empreendimentos já estruturados, com adequados níveis de capacitação técnica, em condições de competir no mercado, tendo porém no crédito o factor de estrangulamento;
  2. grande número de empresas e produtores ainda insuficientemente organizados, nos quais o crédito não irá surtir os efeitos desejados, sem que antes se estabeleçam outras condições indispensáveis ao sucesso.

 

Assim sendo, propõem-se as seguintes linhas de actuação:

  1. Acção financiadora imediata: voltada para atender ao primeiro grupo de clientes, isto é, empreendimentos e empresários que satisfaçam integralmente os requisitos mínimos de viabilidade, eficiência e segurança das operações;
  2. Acções organizativas de curto e médio prazos, dirigidas aos empreendimentos e produtores que não atendem, no momento, aos mencionados requisitos de viabilidade, eficiência e segurança, tendo em vista habilitá-los para realizar operações de crédito;
  3. Acções institucionais para a implementação de instrumentos de protecção ao crédito e ao produtor, particularmente o de pequena dimensão, como requisito para a segurança das operações.

 

O mérito desta estratégia está em atender imediatamente a dois grandes segmentos de clientes, como sejam:

  1. Empresários/Produtores de qualquer dimensão, com comprovada capacidade empresarial, organizacional, técnica e de gestão, que necessitam apenas do apoio financeiro para ampliar a sua produção;
  2. Empresários/Produtores cujo estágio de capacitação e organização não lhes permite ainda o acesso ao crédito em condições adequadas, necessitando, para o efeito, de apoio institucional em áreas como assistência técnica e gestão, formação empresarial, pesquisa, serviços de infra-estrutura económica e outros.